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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BitDefender lança scan anti-malware para Twitter

A empresa de segurança BitDefender lançou um software de segurança para o Twitter que é capaz de identificar quais conteúdos acessados pelo usuário podem ser considerados ameaças de segurança.
O BitDefender Safego, atualmente em fase beta, possui um recurso chamado Contact Safety Rainbow que analisa sua lista de seguidores e dá aos usuários uma de quatro notas baseadas em cores para definir um grau de ameaça. Qualquer seguidor que receber a cor vermelha é considerado altamente suspeito e pode ser uma fonte de malware, spam ou é qualificado como um perfil potencialmente usado para phishing.
Além disso, uma vez instalado o utilitário, ele irá continuar a análise da sua conta e notificar através de mensagens diretas (DMs) a respeito de quaisquer ameaças novas. Entretanto, uma ferramenta chamada Scan on Demand também pode conferir um perfil antes que o usuário comece a segui-lo. O BitDefender Safego também pode verificar se existe spam em DMs e links maliciosos, assim como em mensagens que foram enviadas sem a autorização do dono do perfil caso a conta tenha sido prejudicada.
A versão anterior do software já havia sido lançada para Facebook, e chegou agora para o serviço de microblogs. O BitDefender Safego para Twitter é gratuito e pode ser baixado a partir de um site exclusivo da empresa para o serviç

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Engenharia reversa em patch da Microsoft pode ajudar hackers em ataques

A empresa de segurança Qualys demonstrou nesta semana como aplicar engenharia reversa a uma correção da Microsoft para lançar um ataque de negação de serviço (DoS) contra servidores Windows DNS.

A prova de conceito mostra os passos que um hacker poderia seguir para atacar o Windows e põe em evidência a importância de aplicar as correções (patches) da Microsoft o mais rapidamente possível logo após a liberação do pacote mensal Patch Tuesday.

A correção utilizada pela Qualys resolvia duas brechas no Windows DNS Server e havia sido classificada como crítica, a mais alta dentro da escala da Microsoft.

A criadora do Windows afirmou não esperar que a vulnerabilidade fosse explorada este mês, mas a prova de conceito da Qualys mostra que isso seria possível.

“Nós fizemos a engenharia reversa do patch para entender melhor o mecanismo da vulnerabilidade e descobrimos que ela poderia ser explorada com alguns passos básicos”, escreveu, em blog, o engenheiro de segurança Bharat Jogi, da Qualys. “A prova de conceito descrita abaixo demonstra uma negação de serviço, mas cibercriminosos poderiam utilizar a falha para executar código remotamente.”

Comparação binária
A Qualys usou uma ferramenta de comparação binária de arquivos (“binary diffing”), chamada TurboDiff, para comparar as versões corrigidas e não corrigidas dos arquivos do DNS Server afetados. Isso ajudou os especialistas a “entender as mudanças que foram feitas para corrigir a vulnerabilidade”, mas também poderia ajudar pessoas mal-intencionadas a aprender como explorar a vulnerabilidade e usá-la contra os sistemas que ainda não receberam a atualização de segurança.

Depois que as vulnerabilidades foram identificadas, a Qualys configurou dois servidores DNS em laboratório e derrubou um deles com uns poucos comandos. Como a execução do ataque exige apenas alguns passos, a Qualys recomendou que seus próprios clientes façam uma varredura com o software de segurança QualysGuard e “apliquem a atualização de segurança o mais rapidamente possível”.

A correção para o Windows DNS Server foi uma das duas atualizações críticas lançadas este mês pela Microsoft. A outra consertava sete brechas no Internet Explorer. Em relação ao patch para o IE, a Microsoft advertiu seus clientes de que “provavelmente veremos exploits desenvolvidos para esta brecha nos próximos 30 dias”. O especialista em segurança Paul Henry, da Lumension, vai mais longe ao dizer que “estamos trabalhando com uma janela de 24 horas [após a liberação dos patches] para que comecemos a ver códigos de exploit em campo”.

Em resumo: O dia seguinte ao da publicação do Patch Tuesday já dá oportunidade a hackers para atacar sistemas desprotegidos, por isso os responsáveis por sistemas Windows deveriam aplicar as atualizações de segurança assim que possível.

Nova solução contra ataques de hackers chega ao Brasil



A técnica do whitelisting (lista branca, em tradução livre) na proteção de computadores e redes contra o ataque de hackers agora está disponível no Brasil com a ferramenta Bit9 Parity. O recurso, oferecido pela FreeDivision, funciona para autorizar aplicativos e dispositivos “do bem”, em oposição à técnica do blacklisting (lista negra), que desautoriza softwares e arquivos mal intencionados.

O que antivírus e sistemas de firewall costumam fazer, a partir do blacklisting, é impedir que malwares cadastrados sejam abertos no computador. Mas com a rápida evolução das técnicas de ataques, muitas vezes os programas de proteção não conseguem identificar arquivos “do mal”. O whitelisting funciona da forma oposta: permite apenas funções e programas conhecidos, bloqueando todo o resto, o que permitiria evitar a entrada de novas formas de invasão mesmo que ainda não conhecidas dos sistemas de proteção.

Assim, a empresa pode pré-autorizar o uso de programas cotidianos, o download de updates em produtos aprovados pela equipe de TI ou assinados por um fornecedor específico. Outros aplicativos seriam inicialmente parados, podendo ser liberados na sequência se os responsáveis pela rede identificarem o programa como seguro. Segundo o chefe do escritório de tecnologia da Bit9, Harry Sverdlove, o programa que agora está disponível no Brasil tem milhões de aplicações cadastradas como “do bem”.

Além disso, o Parity permite monitorar o tráfego de dados e a utilização de aplicativos – informações que poderiam servir, por exemplo, para a criação de uma política de restrições a usuários ou grupos. A empresa que desenvolveu o programa ainda destaca que todas as funções estão disponíveis com dados em tempo real, o que permitiria ações imediatas de prevenção a possíveis ataques.

Comparando a rede a um prédio, o New York Times descreve as duas técnicas de proteção como sendo a portaria. No blacklisting, elementos potencialmente maldosos seriam barrados na entrada, mas outros que não aparentassem risco seriam liberados. No whitelisting, apenas pessoas com cartão de acesso, por exemplo, teriam acesso ao edifício, enquanto todas as demais não passariam as catracas.

A técnica da lista branca seria, conforme especialistas ouvidos pelo jornal americano, mais eficiente para a proteção de computadores e redes comerciais. O Bit9 Parity, por exemplo, teria impedido um ataque ao Laboratório Nacional de Defesa dos Estados Unidos, invasão que foi tentada de modo semelhante à que aconteceu contra a RSA Security, em que chaves de acesso eletrônicas corporativas foram roubadas.

Apesar de apontados como tendo maior eficiência, de acordo com o NYT, os softwares que trabalham com whitelisting estariam instalados em apenas 10% a 20% dos computadores corporativos, enquanto praticamente todas as empresas têm firewall ou antivirus para proteção contra malwares.

Grupo de Hackers divulga Log-ins de servidores públicos




As credenciais dos funcionários do Centro de Atendimento ao Cidadão, que atende cidadãos em áreas burocráticas e de questões legais, foram roubadas pelo Grupo de Hacker Sophia, como é conhecido, após hackear o MySQL Database do órgão público. O roubo também inclui o MD5 password hashes.

O grupo de hackers, agindo sob o lema ‘Separados nós somos uma grande dor de cabeça, mas juntos…uma verdadeira lenda!’, divulgou publicamente as informações sigilosas nas redes sociais e plataformas de compartilhamento.

“Enquanto a mídia e autoridades da lei focam as atuais ‘estrelas’ da indústria de hackers como Anonymous e LulzSec, mais e mais pequenos grupos ou indivíduos estão assumindo papéis similares em médias e pequenas comunidades”, disse Catalin Cosoi, responsável pelo Laboratório para Ameaças Online da Bitdefender. “Este tipo de ação é uma extensão derivada da larga agenda política dos principais ativistas hackers, alimentados pelo descontentamento desses agentes locais, que também explicam sua agitação.”

Conforme outra plataforma de compartilhamento de conteúdo, o Grupo Sophia Hacker também é responsável pela recente ‘destruição especial’ de sites pertencentes a outras instituições públicas, como a Polícia Militar do Estado do Sergipe ou o Município de Itambaracá, com uma população de alguns milhares no Sul do Brasil.

Outro incidente resultou em um significativo vazamento de informações no Brasil no começo desta semana, quando um hacker aparentemente violou o banco de dados de um site de e-commerce e revelou informações de mais de 1.500 clientes. Todos os nomes de produtos e companhias mencionados são para fins de identificações apenas e são de propriedade de, e podem ser marcas de, seus respectivos proprietários.

Ataque Cracker rouba oito mil senhas do Hotmail em seis dias



Um ataque Cracker direcionado aos internautas brasileiros conseguiu roubar 8 mil senhas do Hotmail em apenas 6 dias. Um estudo divulgado nesta terça-feira pela ESET apontou o método utilizado para a captura das senhas.

A fórmula é extremamente simples. A partir de um link com uma página gêmea, que imita o visual da interface de entrada do e-mail, os usuários inscreviam seu endereço e senha, mas envés de serem direcionados às suas respectivas contas, enviavam as informações para a base de dados dos hackers.

Após terem as informações, os Crackers partem dos e-mails já capturados para enviar informações falsas a terceiros, distribuindo o golpe aos contatos do usuário. Segundo o relatório, nesta fase do ataque, as vítimas tiveram seus computadores infectados a partir de mensagens falsas sobre um suposto vídeo da presidente Dilma Rousseff e fotos da morte de Amy Winehouse.

A ESET efetuou ainda um estudo sobre as senhas roubadas. Segundo eles, a metade dos usuários utiliza senhas de combinações de números simples com “123456″. A outra metade cadastra sua segurança com palavras simples e comuns, de fácil combinação, como “jesuscristo”, “deuseamor” e “MARCELO”. A empresa alertou sobre a fragilidade desse tipo de senha e indicou combinações que alternem números e letras, além de caracteres especiais.

Fórum de desenvolvedores da Nokia sai do ar após invasão



A Nokia retirou do ar seu fórum para desenvolvedores após detectar uma invasão de hackers à plataforma de discussão. Segundo comunicado divulgado pela empresa, uma tabela de banco de dados que continha endereços de emails de desenvolvedores foi acessada explorando uma vulnerabilidade no software de publicação de boletins.

De acordo com a Nokia, inicialmente a empresa acreditava que um pequeno número de usuários tivesse sido afetado, mas a investigação do incidente apontou que o número foi “significativamente maior”. O banco de dados vazado inclui, além dos endereços de email, dados como data de nascimento e nomes de usuários em serviços como MSN, ICQ, Skype e Yahoo de cerca de 7% dos membros. A empresa afirma que nenhum dado sigiloso, como senhas ou números de cartões de crédito, foi afetado.

“Embora a vulnerabilidade inicial tenha sido resolvida imediatamente, nós deixamos a comunidade de desenvolvedores offline como medida de precaução, enquanto conduzimos investigações e avaliações de segurança”, afirma a empresa em nota. A Nokia afirma que não teve conhecimento de nenhum uso indevido das informações acessadas e acredita que o úncio impacto para os usuários afetados seja o recebeimento de emails não solicitados.

LulzSecBrazil anuncia que abandonará ações virtuais




O grupo de hackers Lulz Security Brazil divulgou no Twitter, neste domingo, que encerrará suas atividades virtuais para se dedicar ao ativismo real. Segundo a mensagem publicada no microblog, o anúncio oficial será feito na noite de hoje na webradio do grupo. Eles assumiram a autoria de diversos ataques e invasões a sites do governo, Ministério Público, Polícia Federal, entre outros.

“Hoje a partir das 20h30! Estaremos ao vivo na nossa webradio para anunciar o fim das atividades virtuais! E seguir rumo ao ativismo real”, anunciou o grupo no perfil @LulzSecBrazil.

O grupo seria o braço brasileiro do Lulz Security, que se apresenta como grupo de hackers que derruba sites a partir de ataques de DDoS – Distributed Denial of Service – apenas pela diversão (just for the Lulz). Em junho, a célula internacional invadiu os servidores da empresa Sony videogames e divulgou os dados de 100 milhões de usuários na internet.

Nesse mesmo mês, eles anunciaram uma parceria com o Anonymous, grupo que atacou empresas que deixaram de prestar serviços ao site WikiLeaks no final do ano passado, em uma iniciativa chamada “Operação Antisegurança” para rebater ações governamentais de controle da internet.

No entanto, a célula brasileira parece ter adotado uma posição mais política. Os ataques são seguidos da divulgação de informações supostamente retiradas dos bancos de dados da Polícia Federal, Ministério Públicos e outros órgãos governamentais. Em diversas mensagens, o Lulz Security Brazil conclama um levante popular contra a corrupção no Brasil, tendo organizado manifestações em algumas cidades brasileiras.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

[CiberGuerra] Brasil terá “defesa” cibernética


Como todos já sabem, a Guerra Cibernética já deixou de ser fantasia e especulações, para se tornar uma realidade ameaçadora para diversos países. Conscientes disso autoridades políticas de vários países, começaram a trabalhar em uma defesa e resposta a essa guerra, na qual as “bombas”, “armas” e “tanques” chegam por fibra ótica, foi ai que surgiram os primeiros cibercomandos e ciberguerrilheiros, formados por especialistas em TI, Hacking e Analise e resposta a Incidentes, o trabalho desses profissionais é fazer a segurança dos sistemas do país, monitorar ações suspeitas e responder a ameaça (ataque) caso seja necessário.
Dentre os países que estão se preparando ou já se consideram prontos para a ciberguerra estão Estados Unidos, China, Rússia e alguns países da União Européia. Mas e o Brasil, como que ele esta nessa história toda? – Felizmente, as autoridades brasileiras já reconhecem a ameça e estão se preparando.
Recentemente foi divulgado em diversas mídias como jornais e revistas, que as forças armadas brasileira, lideradas pelo Exército, planejam inaugurar no segundo semestre desse ano, um Centro de Defesa Cibernética, denominado CDCiber, formado por cerca de 100 oficiais das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). O CDCiber será responsável pela proteção das redes militares e governamentais, além de contribuir com a proteção a infraestrutura de informação. Segundo informações o CDCiber já esta sendo formado e ficará localizado em um prédio do Exército em Brasília.
Seguindo a reputação pacifista do Brasil, o governo e os militares preferem usar o termo “defesa cibernética” e não o popular “guerra cibernética” que é o mais utilizado por outros países.
Essa estratégia de defesa nacional contra ataques cibernéticos, esta sendo desenvolvida pela Casa Civil em conjunto com a Presidência da República, Ministérios da Defesa, das Comunicações, das Ciência e Tecnologia e pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR).
Bom, agora só nos resta aguardar e torcer para que o CDCiber consiga proteger nossas redes e sistemas, ou pelo menos as redes e sistemas governamentais e militares, o importante é que as autoridades brasileiras estão acompanhando ou tentando acompanhar a evolução cibernética, até que fim :D .
O que você acha dessa medida?
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Primeiro vírus brasileiro para Windows 7 64bits


Uma das vantagens em ter um sistema operacional 64bits além do ganho em recursos e velocidades é a segurança aplicada ao sistema que é um pouco mais forte, pelo menos no caso do Windows 7 64bits, por esse motivo, alguns vírus criados para sistemas 32bits podem não funcionar corretamente em sistemas 64bits.
Nessa semana a Kaspersky Labs encontrou o primeiro vírus “brasileiro” criado especificamente para sistema operacionais 64bits. Esse vírus é um cavalo de tróia capaz de roubar senhas de banco, utilizando funções especificas do Windows 7 64bits por exemplo, para remover softwares de segurança instalados por bancos.
Por se tratar de um trojan (cavalo de tróia), para que o vírus entre em ação, é preciso que o usuário o execute, por esse motivo, o Controle de Contas de Usuários do Windows 7 (UAC), que é mais conhecido como notificações do sistema, ainda consegue barrar o vírus até segunda ordem, que é quando aparece a famosa notificação perguntando se você permite que o programa em questão faça alterações no sistema, se você clicar em não, o vírus não conseguira remover o software de segurança do banco, porém ainda será executado.
Segundo a Kaspersky, o vírus ainda é capaz de adicionar listas de autoridades certificadoras falsas no sistema alvo e também faz redirecionamentos de sites de bancos, para levar a vítima a um site de banco falso, controlado pelo invasor, ou seja, você acessaria um site de banco aparentemente verdadeiro, com até mesmo o cadeado de segurança no navegador ao lado do endereço.
Para evitar esse tipo de ataque, tome sempre muito cuidado com o que você baixa e executa em seu computador.
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Linux forense em Português – Brasil


A um tempo eu venho divulgando aqui no Mundo Dos Hackers, alguns sistemas operacionais baseados em Linux, voltados para pericia forense computacional, o ultimo que eu divulguei se eu não me engano foi o DEFT v6.1.
Apesar de todos os sistemas forense já divulgados aqui serem muito bons, eles não possuem suporte a língua portuguesa do Brasil e isso pode ser um problema para algumas pessoas, pelo menos até esse segundo parágrafo  .
O FDTK – UbuntuBr é uma distribuição Linux baseada em Ubuntu (obviamente), voltada para pericia forense computacional, que conta com suporte a língua portuguesa do Brasil, tanto no próprio sistema operacional quanto na página de ajuda de algumas ferramentas, o que ajuda e muito os usuários leigos a entenderem para que serve e como se usa uma determinada ferramenta.
Veja abaixo a tela das opções de boot e o desktop do FDTK-UbuntuBr:
Obs: Para aumentar as imagens, clique sobre as mesmas.
Como qualquer distribuição Linux voltada para pericia forense computacional que se preze, o FDTK também possui uma grande variedade de ferramentas forense, que podem atender o perito em todos os passos de uma analise forense, desde a criação da imagem de disco e coleta de dados, até a criação dos relatórios da pericia.
Uma ferramenta que esta presente no FDTK, que vale ser lembrada é a ophcrack, que é capaz de revelar a senha de sistemas Windows.
Veja abaixo algumas das ferramentas do FDTK:
Nesse ponto é importante lembrar que grande parte dessas ferramentas, também podem ser usadas por hackers e crackers para analise, segurança ou até mesmo invasão de um sistema.
Como foi dito no inicio deste post, talvez a principal vantagem do FDTK é que no caso das ferramentas que são executadas diretamente do terminal, depois de abrir o terminal o FDTK abre algumas janelas de auxilio em português, informando opções de comando e descrições da ferramenta e das opções, dessa forma até mesmo um usuário leigo poderá entender como a ferramenta funciona e como ele pode usa-la. No exemplo abaixo eu abri a ferramenta md5sum que checa e lê MD5.
Se você digitar o nome do comando mais opção de ajuda (md5sum –help), as informações de ajuda que irão aparecer também estarão em português.
O FDTK-UbuntuBr é gratuito e pode ser baixado no site dos desenvolvedores, a versão mais recente e estável é a 3.0, para baixa-la clique em “Formulário de Download“, preencha o formulário e avance, o download começara em seguida.
Em breve eu estarei postando algumas vídeo aulas e tutoriais sobre algumas ferramentas forense, por isso não deixem de acessar o Mundo Dos Hackers.
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Kinect para Windows 7

Você conhece o Kinect?
Em linguagem simples o Kinect é aparelho para Xbox 360 que detecta movimentos de um jogador sem o uso de nenhum controle, ou seja, o jogador pode jogar fazendo apenas gestos com o seu corpo.
Em linguagem técnica o Kinect é um aparelho com uma câmera, um microfone e sensores, que detectam, captam e convertem digitalmente os movimentos e a voz de um jogador, a partir dai ele envia os dados digitais para o Xbox 360, que interpreta esses dados e executa uma ação em um jogo, por exemplo, você ergue o braço direito, o personagem do jogo também ergue o braço direito (interpretação e ação), com isso temos o Hardware que é o Kinect e temos o Software que é instalado no Xbox 360.
O Kinect foi lançado no ano passado e chamou muito a atenção de gamers e usuários comuns, graças a seu modo revolucionário de jogo, aonde a única coisa que o jogador precisa é o seu corpo. E um Kinect. A e um Xbox 360 :D .
Após o lançamento do Kinect, não demorou muito para os primeiros hackers, publicarem vídeos mostrando o aparelho rodando no Windows 7 e até mesmo em algumas distribuições Linux, nesses vídeos eles demonstravam que era possível controlar o computador apenas com gestos, função essa que particularmente eu achei bem mais interessante. Logo que esses vídeos surgiram, a maioria dos usuários tecnológicos naturalmente ficaram com os olhos brilhando, como uma criança que acabou de descobrir o PC, afinal, imagine controlar o computador com gestos, controlar um robô com gestos, dentre outras coisas. Mas e a Microsoft, o que ela achou disso tudo?
A principio a Microsoft “aparente” não demonstrou nenhum entusiasmo com a idéia, obviamente isso não quer dizer que todos devem ficar parados, esperando a boa vontade da Microsoft dar segundos e terceiros passos com essa tecnologia inovadora, foi ai que a Asus anunciou que lançaria um aparelho semelhante ao Kinect e que o mesmo rodaria nos computadores, fora outras empresas que pensaram na mesma coisa só que não divulgaram a idéia. E a Microsoft o que ela achou disso agora?
Na quinta-feira passada 16/06 a Microsoft surpreendentemente (pelo menos para mim), resolveu disponibilizar gratuitamente uma versão beta do software que interpreta os movimentos do Kinect em uma versão para Windows 7 (SDK), e não é só isso não, esse software é um kit com drives, API, códigos de exemplo e documentação. Para vocês terem idéia, isso é tudo que um programador precisa para desenvolver “legalmente” aplicações para o Kinect no Windows. Agora não é mais preciso crackear o aparelho, fazer engenharia reversa e nem criar hacks, ou seja, a Microsoft deu carta branca ou quase branca, para programadores criarem funcionalidades para o Kinect no Windows 7.
Eu dei uma lida na documentação do SDK e até que ela esta bem organizada e descritiva, citando as funções de captura de áudio, vídeo, movimentos, reconhecimento de voz, dentre outras coisas. Qualquer programador C e C++ ou C# intermediário / avançado, já consegue pelo menos entender mais a fundo, como o Kinect funciona e como é possível fazer com que o Windows interprete os dados, que o Kinect gera a partir da conversão do sinal da câmera, microfone e dos sensores.
Você pode baixar o programa, ler a documentação e obter maiores informações sobre o SDK a partir da página oficial do projeto Kinect SDK, o software esta disponível na versão 32-bit e 64-bit. Se você é programador, essa é uma oportunidade indispensável de você estudar o Kinect e desenvolver aplicações para o mesmo, em um futuro bemmmmm próximo, esses aplicativos podem se tornar potencialmente comerciais. Se você é um usuário comum você pode baixar o SDK e tentar rodar o seu Kinect no seu PC com o Windows 7.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Falha grave em redes Wi-Fi permite a espionagem de dados

As redes sem fio estão na mira do crime porque são exatamente as que mais se disseminam e sobre as quais há menos experiência acumulada. E os perigos wireless não atingem apenas o que vem pelo ar. Hoje, mesmo grandes backbones cabeados tidos por “blindados” são acessados via web por executivos da empresa que, em seu ambiente doméstico, lançam mão de um modem wireless, cuja identidade está facilmente à vista de toda a vizinhança, e cujo nível de segurança é o mais primário possível.

Em grandes ambientes, espera-se complexidade. Neste contexto, erros ocorrem. No entanto, esses ambientes se preparam para o erro e elaboram planos para lidar com eles. O que vemos no caso atual das redes sem fio é um crescimento desordenado e um constante desrespeito às normas básicas de segurança. Este cenário é muito mais comum do que se pode imaginar e tem gerado inúmeros incidentes de segurança. Na esmagadora maioria dos casos, visível é apenas a conseqüência – um acesso indevido a uma conta bancária, a transferência de valores ou mesmo o vazamento de uma informação sigilosa – e não a origem do erro.

Mesmo em redes wireless profissionais e, portanto, mais bem protegidas, algumas barreiras tidas como as mais seguras já começam a cair por terra.

De fato, ninguém duvidava que fosse apenas uma questão de tempo. Mas, num período extremamente curto, pesquisadores de segurança disseram ter descoberto uma vulnerabilidade no protocolo de segurança WPA2, apontado, até agora, como a forma mais forte de criptografia e autenticação em redes Wi-fi.

Crackers podem explorar a vulnerabilidade, chamada “Hole 196” (Buraco 196), descoberta por um pesquisador da AirTight Networks. O nome (“buraco 196”) é uma referência à página 196 do relatório do IEEE 802.11 Standard (Revisão 2007), na qual a vulnerabilidade está descrita.

De acordo com laboratórios da AirtTight, a Hole 196 presta-se perfeitamente à exploração de um ataque do tipo “man in the middle”, no qual um intruso (no caso, um usuário autorizado “Wi-Fi”) pode identificar os dados privados de terceiros, injetar tráfego malicioso na rede e comprometer outros dispositivos autorizados que utilizam software de fonte aberta.

O pesquisador que descobriu a “Hole 196″, Md Sohail Ahmed, gerente de tecnologia da AirTight Networks, também demonstrou sua descoberta em duas conferências em Las Vegas: a Black Hat e a DEF CON 18.

A Advanced Encryption Standard (AES) e os derivados na qual se baseia, não precisou ser quebrada, além de não ter sido necessário o uso de “força bruta” para explorar a vulnerabilidade, segundo Ahmad.

O padrão permite que todos os clientes que recebem o tráfego por difusão, a partir de um ponto de acesso (AP), utilizando uma chave comum compartilhada, criem a vulnerabilidade. Isto ocorre quando um usuário autorizado usa a chave comum em sentido inverso e envia pacotes falsos criptografados utilizando a chave compartilhada.

O ataque requer que uma pessoa INTERNA à organização, ou em quem a organização confia – pelo menos um pouquinho – esteja envolvida no ataque. Mas, o grande problema é justamente este: a possibilidade. A cooptação de recursos internos, ou o uso de aliciamento ou engenharia social não são novidades, principalmente nos cenários de espionagem industrial, ou quando alguém tem um grande interesse em obter acesso a uma determinada informação. Que o diga o Governo Americano no caso do WikiLeaks. Exemplos adicionais não faltam.

Visão Técnica da falha
Ahmed explicou desta forma: o WPA2 usa dois tipos de chaves: 1) “Pairwise Transient Key” (PTK), que é exclusivo para cada cliente, para proteger o tráfego “unicast”; e 2) O “Group Temporal Key” (GTK), usado para proteger os dados enviados para múltiplos clientes em uma rede.

O PTK pode detectar uma falsificação de endereço e de dados, mas o GTK não, segundo a página 196 do padrão IEEE 802.11.

Esta é, justamente, a vulnerabilidade, segundo Ahmad.

Por causa disto, um cliente do protocolo GTK que receber tráfego de broadcast poderia utilizar um dispositivo para criar seu próprio pacote de broadcast. A partir daí, os clientes vão responder com seu endereço MAC e com informações de sua própria chave.

O que importa do ponto de vista não técnico: Ahmad utilizou cerca de 10 linhas de código do software open source Driver Madwifi e um cartão simples de rede WiFi para falsificar o endereço MAC do roteador, fingindo ser o gateway para o envio de tráfego.

Os clientes que recebem a mensagem falsa vêem o cliente como o gateway e enviam os seus PTKs privados. Nesta condição, o intruso que está se fazendo passar pelo ponto de acesso (AP) pode decifrar os pacotes, concluindo o ataque “man-in-the-midle” (intermediário), explica Ahmad.

A capacidade de explorar a vulnerabilidade está limitada a usuários autorizados, segundo os técnicos da AirTight Networks. Ainda assim, ano após ano, estudos de segurança mostram que as violações de segurança de informação privilegiadas continuam a ser a maior fonte de perdas para as empresas, quer por ação de empregados descontentes ou de espiões que roubam e vendem dados confidenciais.

O que podemos fazer?
“Não há nada que possa ser atualizado no padrão a fim de corrigir ou reparar o buraco”, diz Kaustubh Phanse, arquiteto wireless da AirTight Networks. Ele descreve a Hole 196 como uma vulnerabilidade 0-day, que cria uma janela de oportunidade para sua exploração. Não se trata de uma falha em um algoritmo de criptografia ou mesmo de um elemento de software que possa ser corrigido ou atualizado. O Hole 196 é um problema com a estrutura do protocolo de rede sem fio WPA2.

Windows 8 já está em fase final de desenvolvimento

Segundo informação revelada nesta segunda-feira pelo vice-presidente de Marketing do sistema Windows, Tami Reller, a Microsoft deve revelar em uma conferência para desenvolvedores de software que ocorrerá em apenas em setembro na Califórnia, detalhes do Window 8.

Até então o que se sabe sobre o novo sistema operacional da Microsoft é de que ele trará muitas novidades. Informações já conhecidas é que o sistema será baseado em um conjunto de janelas personalizadas, que permitirão acesso a diferentes aplicativos, e que será otimizado para TouchScreen.

Em um ciclo mais adiantado de desenvolvimento, Reller falou que:

“O Windows 8 foi desenvolvido para ter um desempenho não melhor, mas sim de alta “excelência” no manejo da tela touch, isso tudo necessário para competir no setor de tablets e smartphones, e ainda, funcionará igualmente com teclado e mouse”.

Divulgação Tela inicial do Windows 8

A data prevista para o lançamento do novo sistema Windows está marcada mesmo para 2012 pelo presidente do conselho da Microsoft, Steve Ballmer, mas informação essa não confirmada pela Companhia.

O Facebook e o Yahoo, decidiram testar a teoria dos seis graus de separação.

O Facebook e o Yahoo, decidiram testar a teoria dos seis graus de separação.

A famosa teoria chamado de “Small World Experiment“, tem como objetivo medir a “distância social” entre duas pessoas estranhas e usar a popularidade da rede social, que conta com mais de 750 milhões de usuários, para esse teste.

A teoria tem a hipótese de que qualquer pessoa no mundo pode obter uma mensagem de qualquer outra pessoa, apenas em ‘seis graus de separação’, passando de amigo para amigo.

Caso você queira participar do experimento do Facebook e do Yahoo, entrar no site oficial do projeto, logo, o sistema vai te mostrar alguém desconhecido, escolhido aleatoriamente.

Com base nas características daquele usuário, você precisa apontar um de seus amigos que provavelmente, a conhecerá, ou saberá um caminho para chegar até ela. A mensagem será passada de amigo para amigo até que chegue no alvo, porém, com o menor número de passos o possível.


Ex: Rede Social, Orkut
O resultado, afirmam os criadores da experiência, será publicado em uma revista científica, provavelmente a Science, quem sabe!

Em 2003 uma experiência parecida teve seus resultados, publicados pela revista Science, e ilustraram de que maneira as redes sociais operam e como efetivamente se globalizaram, disse a equipe de pesquisadores da Columbia University.

A experiência envolveu mais de 61 mil usuários, de 166 países.

Eles foram convidados a contatar uma de 18 pessoas, entre as quais um inspetor de arquivos na Estônia, um consultor de tecnologia na Índia, um policial na Austrália e um veterinário do exército norueguês.

“Na época os participantes foram informados de que sua tarefa era ajudar a transmitir uma mensagem para seus alvos escolhidos com a ajuda de pessoas que considerem ‘mais próximas’ do que eles do alvo”.

Em média foi necessário apenas entre cinco e sete passos intermediários para que a conexão fosse estabelecida. Comprei um chip novo esta semana, será que você consegue me contactar por esse número desconhecido usando esta teoria ?

Minha conclusão: O mundo é realmente pequeno.

Gadgeteer permite que usuários desenvolvam plataformas para protótipos de dispositivos eletrônicos em casa

A plataforma de desenvolvimento de software para gadgets feitos em casa chamada .Net Gadgeteer, é uma iniciativa da Microsoft, que promete economizar tempo na hora de fazer protótipos de novos dispositivos:

Dispositivo feito no Gadgeteer

“O .Net Gadgeteer utiliza o .Net Micro Framework para tornar a escrita de códigos para seu dispositivo tão fácil quanto se você estivesse fazendo para para desktop, Web ou Windows Phone” é muito fácil para que já desenvolve, explicou a empresa no site oficial do projeto. [acesse o site!]

A Microsoft espera que o público inicial da plataforma sejam: Desde educadores, a inventores e também usuários comuns que desenvolvem por que gostam de programar. Os designers de hardware também poderão utilizar a ferramenta também para construir protótipos.


Plataforma Microsoft
O Gadgeteer é uma plataforma para escrever softwares que controlam dispositivos simples feitos em casa, feito a partir de componentes compatíveis com ela.

Começando com uma placa-mãe com processador integrado, os desenvolvedores podem montar um aparelho ao adicionar sensores, telas, câmeras, luzes, botões, controles de motor, entre outros componentes.

Os usuários podem escrever seus códigos no Visual Studio, utilizando C# e o software de plug-in da Gadgeteer. Através do recurso Itellisense do Visual Studio, o software de código adiciona um conjunto de prompts que podem ajudar aos desenvolvedores a completarem seus códigos.

Além de facilitar o desenvolvimento de hardware, o .NET Gadgeteer inclui um conjunto de bibliotecas que oferecem um ambiente de alto nível e alta produtividade para que o desenvolvedor consiga criar inteligência para o dispositivo em poucas linhas de código.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

“Hacker é bandido”, diz responsável por política cibernética do governo

Ao proferir palestra “Segurança Cibernética – Oportunidades e Desafios na Administração Pública Federal” durante o Seginfo 2011, evento realizado na última sexta-feira, 12/08, no Rio de Janeiro, o diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Raphael Mandarino, deu uma declaração um tanto polêmica. Segundo ele, “hacker é bandido” e, pela sua vontade, o governo não deveria ter qualquer relacionamento com os hackers.

No entender de Mandarino, existem bons especialistas em segurança da informação no país, razão pela qual “não vê motivos para o governo conversar com “garotos”, que simplesmente estariam invadindo e fazendo pichações em páginas oficiais na Internet.

O diretor do DSIC também anunciou que o governo estuda uma alternativa ao projeto de Lei 84/99 do deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG), que tipifica os crimes digitais. O projeto será objeto de debate na próxima reunião do Comitê Gestor de Segurança da Informação (CGSI), marcada para o dia 17.

Segundo Mandarino, existe uma grande possibilidade de nesta reunião, o governo fechar questão quanto a apresentar uma nova proposta de legislação para o combate aos crimes digitais. Assista a apresentação de Raphael Mandarino, na CDTV, do portal Convergência Digital.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As razões do diálogo com os hackers

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Da Folha de S. Paulo
ALOIZIO MERCADANTE
A capacidade criativa desses coletivos de desenvolvedores de tecnologia precisa ser incentivada, pois pode nos gerar inovações importantes
À medida que o acesso à internet se torna realidade em todas as camadas sociais, milhões de novos usuários desfrutam de suas facilidades e de seu potencial transformador. Ao mesmo tempo, aumenta a dependência da sociedade em relação à rede. Atualmente, mais de um terço das operações financeiras são feitas de modo virtual, e serviços essenciais de energia, de trânsito e de comunicações dependem cada vez mais dela.
Esses setores podem sofrer ataques cibernéticos com consequências imprevisíveis, e também o Estado brasileiro precisa se precaver. Por isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Defesa estão trabalhando juntos para o desenvolvimento de tecnologias que permitirão prevenir, defender ou restabelecer serviços essenciais afetados por ataques dos chamados crackers.
Os crackers são criminosos, muitos dos quais nem mesmo sabem programar, sendo usuários avançados de softwares que não necessariamente desenvolveram.
Já os hackers são decifradores, desenvolvedores de softwares e hardwares que permitem adaptação ou construção de novas funcionalidades. Em geral, são jovens autodidatas e criadores de soluções inovadoras para a utilização de tecnologias da informação.
Quase todas as relações sociais existentes na sociedade existem na rede, inclusive os crimes. No entanto, não podemos iniciar um processo de cerceamento das liberdades na internet e de criminalização generalizada por episódios localizados, ainda que preocupantes, tampouco contribuir para simplificar o significado do movimento libertário e transformador que representa a comunidade hacker.
Esse movimento começou nos anos 1960, influenciado pela contracultura. O sociólogo Manuel Castells, em seu livro "A Galáxia da Internet", deixou claro que a cultura hacker foi uma das formadoras da internet. A rede mundial de computadores não era o único modelo de rede digital. A França possuía a rede Minitel, completamente centralizada e fechada.
Já a internet tem sua inteligência distribuída, é completamente aberta, o que permite que hackers continuem criando soluções inovadoras, como as redes P2P, (do inglês "peer-to-peer"), sistema que permite o compartilhamento de informações conectando dois clientes e transformando o cliente em servidor e vice-versa. Isso a consolidou como uma rede sem centro, sem dono, cuja inteligência encontra-se nas máquinas dos usuários.
A experiência e a genialidade dos criadores de códigos não podem ser ignoradas. No início de julho, estive no Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre. Temos jovens desenvolvendo ciência e tecnologia fora da academia e das grandes empresas, hackers éticos que querem mais transparência e participação na relação com o Estado.
A capacidade criativa desses coletivos de desenvolvedores de tecnologia precisa ser reconhecida e incentivada, porque ela pode gerar inovações importantes para o nosso país. Felizmente, a ciência comunitária e as tecnologias livres avançam, contribuindo para derrubar ditaduras e o pensamento conservador e preconceituoso.
Agora, no Brasil, a cultura hacker terá o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Estamos desenvolvendo um conjunto de políticas públicas para que essa promissora comunidade possa contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para a sociedade.
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ALOIZIO MERCADANTE, doutor em economia pela Unicamp, é ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Novo malware ataca com publicidade falsa e alerta de vírus


Especialistas em segurança divulgaram uma nova forma de ataque de computadores que faz um falso alerta de vírus para infectar o computador do usuário. Uma rede de malwares conhecida como Shnakule está combinando banners de propaganda com avisos de vírus, ambos falsos. Segundo o site V3, pesquisadores da Blue Coat observaram que as publicidades mal intencionadas levam o usuário a sites de terceiros. Quando a página carrega, uma janela em pop-up, muito parecida com uma janela de alerta do Windows, informa o usuário sobre a presença de um vírus e a necessidade de reparar danos – mas o programa de reparo é, na verdade, o malware.
De acordo com Chris Larsen, pesquisador sênior da Blue Coat, ataques a partir de banners de publicidade e de alertas falsos de vírus são comuns, mas a combinação das duas técnicas é rara. O que dificulta a prevenção desses ataques é que o código malicioso incorporado nas propagandas muda com frequência, e os sistemas de segurança não conseguem identificá-lo.
A dica de Larsen é tomar muito cuidado com janelas de alerta de segurança, principalmente as que aparecem quando se está conectado à internet. Segundo o pesquisador, “tudo o que aparece dentro do navegador é suspeito”.

Garota de 10 anos encontra vulnerabilidades em games para iPhone e Android


Uma garota norte-americana de apenas dez anos foi o centro das atenções neste domingo (07/08) no tradicional evento de especialistas em segurança DefCon, realizado em Las Vegas (EUA), segundo informações do site Cnet.
Conhecida pelo pseudônimo de CyFi, ela revelou no evento uma falha de segurança em games para iOS (sistema do iPhone e do iPad) e do Android (software da Google usado em vários celulares) inédita. A brecha, que é conhecida tecnicamente como uma falha de zero-day (quando uma falha é explorada antes que o desenvolvedor do programa atingido tenha conhecimento) foi confirmada por especialistas em segurança de sistemas.
Entediada no começo do ano com os jogos em estilo FarmVille, a garota resolveu explorar jogos de iPhone e Android e encontrou a vulnerabilidade. Com a falha, é possível adiantar o relógio de alguns games de smartphones ou tablets, fazendo, por exemplo, que algo que levava muito tempo para acontecer (como o crescimento de uma planta) em um jogo aconteça rapidamente.
Alguns jogos bloqueiam essa alteração de tempo, mas ela descobriu uma falha de segurança que permite driblar isso. Os nomes dos jogos afetados não foram revelados, mas os desenvolvedores terão acesso aos dados para que tenham tempo de resolver o problema.


cyfi

domingo, 7 de agosto de 2011

Facebook vai pagar US$ 500 para quem achar falhas na programação da rede


O Facebook vai pagar hackers que encontrarem problemas no site, contanto que eles informem a equipe da rede social antes.
A companhia está seguindo a onda da Google e da Mozilla lançando um programa web de “recompensas por bugs”. Para os problemas relacionados à segurança, como cross-site scripting, a empresa vai pagar uma quantia fixa de US$ 500. Se forem brechas realmente significativas, pagará mais, mas a quantia não foi informada.
“No passado, nós focávamos em reconhecimento, colocando o nome deles em nossa página, enviando itens promocionais e usando isso como uma avenida para entrevistas e processo de recrutamento”, disse Alex Rice, líder de produtos de segurança do Facebook. “Estamos ampliando isso agora para recompensas monetárias”.
Na sexta-feira, o Facebook vai lançar o recurso no portal Whitehat, em que pesquisadores podem se inscrever para o programa e reportar bugs.
Muitos hackers divulgam as falhas de software ou sites que encontram para ganhar prestígio. Encontrar um bug importante em um site amplamente acessado, como o Facebook, pode ajudar um hacker a construir uma carreira, e contar à imprensa sobre os bugs pode torná-lo(a) famoso.
Mas conversar sobre os problemas antes de o Facebook liberar um patch pode ser perigoso para os usuários. Nos últimos anos, outras companhias iniciaram programas de recompensa por bugs para encorajar hackers a ficarem em silêncio até que a empresa corrija os problemas.
A Google paga entre US$ 500 e US$ 3.133,70, dependendo a severidade da falha.
A gigante das buscas começou a oferecer as recompensas no começo de 2010, e então em novembro expandiu a iniciativa para cobrir bugs nas propriedades web também.
O programa ajudou a empresa a descobrir muitos problemas de programação nos últimos oito meses, a maior parte em programas da Google que são pouco usados, afirmou o porta-voz da empresa.
A Google vê o programa como um grande sucesso. “Estamos muito felizes com o sucesso que nossa iniciativa para diminuir a vulnerabilidade dos sites. Já pagamos US$30 000 e vimos uma variedade de bugs interessantes”, segundo o porta-voz.
A equipe de segurança do Facebook já participa de diálogos entre pesquisadores de segurança e os próprios programadores do site. A companhia recebe de 30 a 50 chamadas de hackers por semana. As informações levam a uma média de um a três bugs acionáveis por semana, afirmou Rice. A maior parte é de falsificação de cross-site scripting ou cross-site requests. São problemas comuns em programação web que podem ser explorados por cibercriminosos.
Os executivos da companhia disseram que manter um bom relacionamento com a comunidade hacker é muito importante. O Facebook patrocinou a conferência hacker Defcon pelos últimos dois anos e o chefe de segurança da rede social, Joe Sullivan, vê esse encontro como um local chave para recrutar novos talentos e educar funcionários de segurança.